PIX: conheça a tecnologia que trouxe Ana Paula Arósio de volta à TV

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Na última terça-feira (25/08), a atriz Ana Paula Arósio chamou a atenção por estrelar uma campanha publicitária após mais de uma década fora da mídia. Ana Paula foi escalada por uma instituição financeira para apresentar o Pix, uma nova modalidade de pagamento sancionada pelo Banco Central e que chegará ao mercado em novembro. José Luiz Rodrigues, especialista em regulação do mercado financeiro e sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados, explica como a novidade funciona.

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O que é o PIX, o novo meio de pagamentos instantâneos do Banco Central?

O Pix, também conhecido como pagamento instantâneo, funcionará em conjunto com os demais meios de pagamento já existentes no mercado, como DOC, TED, boletos e cheques. O diferencial está em suas transações, que serão realizadas pelo celular e ocorrerão em seis segundos, em um serviço disponível 24h por dia, sete dias por semana.

“O lançamento oficial do Pix será no dia 16 de novembro, mas quem tem interesse em sua utilização poderá se cadastrar para obter as chaves de ativação em outubro. Posteriormente, basta acessar o aplicativo da instituição financeira em que possui conta e fazer o registro dessa chave, vinculando um número de telefone celular, e-mail ou CPF/CNPJ àquela conta específica”, explica Rodrigues.

O Banco Central é o responsável pela regulação e acompanhamento da implementação tecnológica, mas a disponibilidade do serviço aos consumidores ficará sob responsabilidade de empresas privadas, envolvendo instituições financeiras tradicionais, startups e fintechs.

“A modernização do Sistema Financeiro Nacional, provocada pela chegada de inovações como o Pix, open banking e sandbox, todas previstas para novembro, está fazendo com que o mercado se estruture para atender as novas demandas de consumidores. Isso vem gerando novos processos de fusão, incorporação, parcerias, compra e venda, entre outros modelos de organização ou reorganização. Será cada vez mais comum o surgimento de novos produtos ou empresas no cenário financeiro”.

José Luiz destaca que esta revolução digital deve ser realizada com respaldo técnico profissional para atender as normas do Banco Central. Afinal a modernização do setor foi pensada para dar mais segurança a todos os envolvidos, além de maior agilidade.

“O Pix gira em torno de um mesmo propósito da Lei Geral de Proteção de Dados, que é a segurança das informações. Quando aconteceu o boom da internet, as empresas estavam se adaptando a um ambiente praticamente sem legislação – tanto que há inúmeros relatos de invasão de privacidade, cibercrimes e pessoas utilizando a internet sem entender o quanto estavam sendo expostas. Hoje, existe uma preocupação sobre os dados dos consumidores, que podem estar disponíveis na internet para atender a diversos interesses. A LGPD, por ser um conjunto de regras que visam o tratamento de dados pessoais, fortalecerá o Pix com mais segurança tanto para o consumidor, quanto para as instituições, que deverão estar em conformidade com essas regras, a fim de evitar irregularidades”. 

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